I
Sábado, sete horas, dia nublado, janela, fog, depois edifício, depois edifício, depois céu, depois sol. Luz nos olhos; Denise lacrimeja, gira a cabeça e o corpo em sincronia, em direção à porta. Olhos melhores, corpo cansado, coluna arqüeada, que levanta, e chora, chora.
Noite, pratos limpos, filme americano, sexo, mais sexo, volta o quarto, não, banheiro, pia, água: agonia, sacolejo, agonia.
Acorda.
Denise Borges, trinta e seis anos e pratos muito bem lavados - a muito custo - olha atenta, com os olhos levemente arregalados, ao seu redor. Com o que tinha sonhado mesmo, meu deus?
Ah, sim, com Manoel, Manoel desgraçado, Manoel grande, enorme, quente e resfolegante, gemendo dentro dela. Caralho, quando largaria essa obsessão?
Havia muitos, muitos meses, não ouvia sequer um boato sobre ele. Maldito, pensou. Não bastasse o que fez com minha vida, quantas vezes o desgraçado ainda quer me foder, sentidos infinitos, nos meus sonhos, melhor, pesadelos? Que se dane. Melhor pensar em outra coisa.
Ou não pensar em nada. Pensar em nada, nada. Pensar em nada que está para o fluxo de pensamento como o sentido está para o insentido, não, não sentido, nem consentido. O caos. Que merda de pensamento, e como esses malditos ditos chulos me perseguem - sem esforço ausentes na voz - pela mente!
Melhor que pensar no safado, pensou.
E, inevitavelmente, ele voltaria, invadindo-lhe a irrazão e justificando o forte estremecimento no busto, na mente, entre as pernas.
Sábado, sete horas, dia nublado, janela, fog, depois edifício, depois edifício, depois céu, depois sol. Luz nos olhos; Denise lacrimeja, gira a cabeça e o corpo em sincronia, em direção à porta. Olhos melhores, corpo cansado, coluna arqüeada, que levanta, e chora, chora.
Noite, pratos limpos, filme americano, sexo, mais sexo, volta o quarto, não, banheiro, pia, água: agonia, sacolejo, agonia.
Acorda.
Denise Borges, trinta e seis anos e pratos muito bem lavados - a muito custo - olha atenta, com os olhos levemente arregalados, ao seu redor. Com o que tinha sonhado mesmo, meu deus?
Ah, sim, com Manoel, Manoel desgraçado, Manoel grande, enorme, quente e resfolegante, gemendo dentro dela. Caralho, quando largaria essa obsessão?
Havia muitos, muitos meses, não ouvia sequer um boato sobre ele. Maldito, pensou. Não bastasse o que fez com minha vida, quantas vezes o desgraçado ainda quer me foder, sentidos infinitos, nos meus sonhos, melhor, pesadelos? Que se dane. Melhor pensar em outra coisa.
Ou não pensar em nada. Pensar em nada, nada. Pensar em nada que está para o fluxo de pensamento como o sentido está para o insentido, não, não sentido, nem consentido. O caos. Que merda de pensamento, e como esses malditos ditos chulos me perseguem - sem esforço ausentes na voz - pela mente!
Melhor que pensar no safado, pensou.
E, inevitavelmente, ele voltaria, invadindo-lhe a irrazão e justificando o forte estremecimento no busto, na mente, entre as pernas.
Essa é a primeira parte de uma LONGA história que escrevi faz anos, e achei no tão falado caderninho. Estou transcrevendo pra cá e editando a história livremente. Tem um forte teor erótico e muita violência física. Não gosta disso, não leia!





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