O engraçado de se estar parado
é justamente ser o não ser
pregar... ostentar... o paradoxo.
O divertido de se estar parado
é que tudo depende do
motorista...
O alto da montanha
e o vale
estão à um
estalar de sinapse
bem como os antípodas...
aliás, tal motorista
adora transitar
entre os antípodas...
sem observar a paisagem
e raramente pára
em alguma hospedaria
beira-de-estrada...
O engraçado de se estar parado
é que a solidão é a única companheira...
supressora egoísta
mesquinha
infantil...!
O estranho de se estar parado
é que existem infinitas saídas
e uma entrada... pro túnel.
e esse túnel parece ser o amigo
inefável
O fato de se estar parado
é justamente não estar parado.
Repouso só ocorre em situações
extremas
e todos caminhos convergem para o...
Apogeu.
E o engraçado desse texto é justamente tê-lo feito em movimento. Esse texto é fruto de uma manhã (cinérea), um dia na vida qualquer, no qual acreditei ter chateado uma amiga(?), pessoa que adquiri muito apreço e gosto até mais do que uma simples amiga... mas ainda que me desculpasse na hora e deixasse bem claro no decorrer do assunto que eu estava em cima do muro e não tendia a lado algum, palavras sem freio costumam colidir em pontos fracos. E nem sei porque ao término do intervalo, continuei sentado, (então como de praxe, nessas horas que sempre vem alguém ou algo, do bem ou mal) veio a idéia... Como já pedi desculpas, agora agradeço-a por ter catalisado essa escrita. Espero que quando eu der o sinal, tal motorista páre e eu (ou ela), não perca o ponto. (ou o ponto já passou?)






26 de outubro de 2009 às 18:32
Muito bom... esse blockquote que me deixou apreensivo...
26 de outubro de 2009 às 21:53
não existe ponto, quero crer
29 de outubro de 2009 às 20:12
Muit0o bom! Soberbo!!!
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