Himahimasei

Estação

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uma manhã
no fulgir das horas
e quando canta o galo velho
ele passa

e sem deixar rastros
que não o ruído
distante e sereno
ele passa

em linha reta
o horizonte é ali ao lado
e quando tudo está calado
ainda ouvimos ressoar

nas praias de água inquieta
do doce amargor de dezembro
observando os quebra-mares
ainda ouvimos ressoar

e na síncope de janeiro
enquanto chove aqui no chão
umedecemos o ano passado
de secura e estiagem

a grama recobra o cheiro
o vento uiva sem pudor
eternamente em espera
eternamente de passagem

Bobo, mas tem chave, oho.
3 comentários:

"eternamente em espera
eternamente de passagem" Gostei especialmente do final, deu um toque de fluidez a todo o poema em apenas dois versos (olha eu tentando comentar algo que preste né xD)


mas acertou, a rima só no final foi pra isso mesmo... estou criando uma teoria meio pessoal sobre algumas coisas, e vou tentar aplicar aos poucos


tempo que passa, e não volta mais... nunca mais...

mas nem por isso devemos deixar de viver...
o trem não para de passar xD

ó eu viajando aqui...


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sobre todos nós, um pouco de chuva tem que cair - só um pouco de chuva.

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