no fulgir das horas
e quando canta o galo velho
ele passa
e sem deixar rastros
que não o ruído
distante e sereno
ele passa
em linha reta
o horizonte é ali ao lado
e quando tudo está calado
ainda ouvimos ressoar
nas praias de água inquieta
do doce amargor de dezembro
observando os quebra-mares
ainda ouvimos ressoar
e na síncope de janeiro
enquanto chove aqui no chão
umedecemos o ano passado
de secura e estiagem
a grama recobra o cheiro
o vento uiva sem pudor
eternamente em espera
eternamente de passagem
Bobo, mas tem chave, oho.





2 de dezembro de 2009 às 19:54
"eternamente em espera
eternamente de passagem" Gostei especialmente do final, deu um toque de fluidez a todo o poema em apenas dois versos (olha eu tentando comentar algo que preste né xD)
2 de dezembro de 2009 às 20:11
mas acertou, a rima só no final foi pra isso mesmo... estou criando uma teoria meio pessoal sobre algumas coisas, e vou tentar aplicar aos poucos
3 de dezembro de 2009 às 13:18
tempo que passa, e não volta mais... nunca mais...
mas nem por isso devemos deixar de viver...
o trem não para de passar xD
ó eu viajando aqui...
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